Carolina Salsa

Carolina Salsa é ilustradora e artista visual, nascida em Natal-RN. Morou durante dez anos no Rio de Janeiro, cidade onde se formou em Publicidade e Propaganda pela Universidade Federal Fluminense e desabrochou grande parte do seu olhar artístico, compreendendo que a arte poderia ocupar muito mais espaço na sua vida do que imaginava.
A arte a encanta desde criança. Desenhar e pintar nunca foram apenas hobbies, mas a forma como aprendeu a olhar para o mundo com mais atenção. Sempre existiu nela essa vontade de tocar as coisas e transformá-las, seja o papel, as paredes, ou os objetos, as superfícies do cotidiano.
Talvez por isso seu trabalho tenha começado a atravessar tantos lugares diferentes. O papel veio primeiro, depois as telas, os murais, os azulejos, as canecas, as taças, as cerâmicas e diferentes objetos que passaram por suas mãos. Em 2020, começou também a tatuar, levando esse mesmo traço para a pele.
Hoje, tudo o que cria continua partindo desse lugar de encantamento pelas coisas que convivem com ela todos os dias. A paisagem tropical, as plantas crescendo pelas ruas, o céu de Natal no fim da tarde, a luz entrando dentro de casa, o brincar ao ar livre, os pequenos rituais da maternidade, os cheiros, os sons e as cores que fazem parte da vida comum. Criar, para Carolina, é uma maneira de prolongar essas pequenas experiências antes que passem despercebidas.
Seu trabalho possui grande inspiração na botânica, nas ilustrações científicas antigas, nas transparências da aquarela, nas texturas, nas cores e nas formas orgânicas das flores e plantas. Artistas como Margaret Mee fazem parte do imaginário que alimenta suas obras até hoje.
Além dos projetos autorais, também ministra aulas e oficinas de aquarela, pintura em taças, copos e outras superfícies, compartilhando processos criativos e formas de criação manual que fazem parte da sua vida há muitos anos.
Seu traço atravessa o papel, a tela, a parede, os objetos e a pele, mas continua carregando a mesma intenção: transformar aquilo que faz parte do cotidiano em algo que alguém possa reconhecer como seu.
Do papel e da tela à pele, do espaço ao objeto.